terça-feira, 3 de junho de 2008

Proibido

A proposta foi para que fizéssemos grupos de no máximo 5 pessoas, os temas eram: Vagina, pênis, masturbação e relação sexual. A princípio tínhamos que colocar no papel seus sinônimos, mas percebi a acentuada diferença de desempenhos, claro, visto que para algumas pessoas, tais assuntos não estão inclusos no livro de sua cabeceira, ou seja, não há o hábito de falar sobre, ou apenas não se sentem confortável o suficiente para expor suas idéias íntimas. Para elas, a inibição é tamanha que ao ter que se expor, encolhem-se, minguam os olhos desviando-se dos olhares atentos, a fala sai trêmula e baixa, bochechas coradas, mãos geladas, inquietação, etc. Falar do "proibido" dá medo, incomoda, estranho isso... "proibido", falar de algo que é seu, faz parte de você ser proibido, por favor, século XXI já! Primeiro foi o grupo da Vagina e os sinônimos foram os mais esdrúxulos que se possa imaginar, o grupo era composto por homens, e aqueles sinônimos eram permeados por um nítido machismo, mesmo que eles não percebessem. Aflorou uma inquietação no meu peito, indignei-me com aquelas palavras, da forma como foram sujas e de como o órgão sexual feminino havia sido banalizado, "arrombadinha"? Surge a polêmica. Questionei sim aquelas palavras, não que elas estariam erradas, mas fomos moldados a pensar assim, o erro não está nos meninos que reproduziram o órgão sexual feminino como um claro e nítido objeto, mas na sociedade machista em que vivemos, cuja qual sustenta a idéia até hoje de que a mulher é sim um objeto. O erro não está nos cinco garotos que compuseram as palavras, vai muito além disso, mais uma falha na sociedade, e errados somos nós, por permanecermos inertes conforme as coisas acontecem, isso não é apenas na imagem da mulher, que por sua vez é vista como objeto de desejo, de prazer, submissão, mas sim quando se acha que as coisas vão melhorar sem mover uma palha sequer, permanecer estático perante o caos. A fome no Brasil, por exemplo, quando se faz um jantar em casa, não se come até que todos tenham comido. Isso é o que deveria acontecer com o Brasil. Ninguém come ate todos terem comida. Isso é qualidade de vida, nem recebemos educação... A maioria dos homens nem pensa, vai direto ao prato, não esperam! Quero ver todos servidos antes de vê servir, será que dá? Uma Vagina não anda sozinha, ao vulgarizar esse órgão, vulgariza-se também a personalidade do indivíduo. "Somos aquilo que as palavras dizem"?

2 comentários:

Beatriz disse...

A indignação foi clara, o machismo também, porém sabemos que não são eles que tem culpa disso, essa sociedade corrompida e banalizada.

eu te amo sis.

Unknown disse...

Belo post Amanda^^

Eh, mais um dia em que se pois a prova de como a sociedade acaba por fazer a cabeça de todos, pena que de maneira errada.