Voltando para casa hoje, contemplei mais uma vez a natureza. A chuva chegava de mansinho, fim de tarde, havia vento. O encanto do inverno e toda sua nostalgia traziam um ar de reflexão, enquanto isso o meio ambiente pedia socorro, era o homem construindo e destruindo sua casa, sem saber que ali, não mora sozinho. Podemos sentir a força da vida, da natureza. Já não me lembrava que tinha saudade daquilo: pequenas coisas que a cidade nos rouba (isso, rouba) pela violência de no dia a dia fazer esquecer outra natureza à nossa volta. As pessoas modernas vivem com o barulho da cidade grande e suja. Se fechar os olhos ainda sinto e ouço. Diferentes cores e formas acariciam nossos sentidos, nossos sentimentos suavizam-se. Há flores grandes e pequenas. As flores pequenas que crescem ao longo do caminho vivem com todo o seu poder, quer alguém as veja ou não. Primeiro veio de mansinho. Depois, o odor chegou intenso: aquela lufada que impregna o ambiente: o cheiro do chão molhado pela água do céu, enquanto se houve a bátega das gotas nas palhas secas.Queria que logo acontecesse outra vez.

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